domingo, 23 de março de 2008

Há muitas nuvens no céu neste momento, imensas, cinzas... prometem chuva. É tão engraçado...quando estamos felizes tudo é mais belo, se estivesse triste, provavelmente compararia essas nuvens a minha vida, mas assim não...
Penso apenas na beleza delas, na chuva que prometem, tem um vento maravilhoso soprando... é tão bom estar bem, feliz.


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Estou como sempre quis estar: sozinho. Há uma multidão à minha volta mas mesmo assim não sinto pertencente a ela. Percebo que sou agora, um refém de mim, preso em uma prisão cujas paredes construí. Fechei portas, me isolei, dispensei qualquer oportunidade de estar neste lugar, com essas pessoas, que ora, estão a minha volta. Distante do mundo, na solidão do meu lar, choro em silêncio e rogo à Deus para que me tire desta jaula, deste ataúde que fiz para mim. Ninguém me quer porque não quero ninguém. Ninguém me ama porque não amo ninguém, nem mesmo a mim. Será que isto que sinto, este vazio, é o que se chama depressão? Nunca tive um amor na vida. Uma pessoa com a qual eu pudesse fazer amor, conversar, contar meus segredos e poder dizer: -Estou com medo.O que tive foi uma (na melhor das hipóteses, duas) pessoa que disse me amar, mas não foi bem assim. O que tenho que fazer para me sentir aceito, para participar da vida?


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quinta-feira, 5 de abril de 2007

Reflexões sobre a morte

Morrer deve ser como dormir. Você nem vê acontecer. Tenho pensado em como será a minha hora, em quanto tempo ainda tenho (ou não) aqui. O homem, com toda a sua grandeza intelectual, não conseguiu medir isso. Ninguém sabe, ninguém espera. Todos vivemos como se fôssemos eternos. O fato de eu estar pensando sobre isso, antes de uma tendência suicida, é uma forma de valorizar o presente, de dar valor ao que e a quem realmente interessa. Se o meu momento chegar agora, não terminarei estas linhas, minha casa ficará por limpar, meus livros por ler, meus amores por amar, a Dolores por alimentar. Revirarão minhas coisas, descobrirão o que não quero revelar, segredos públicos que não existem. Nada disso é meu, além de mim mesmo. Quantas pessoas chorarão sobre o meu corpo inerte? Quantas se refestelarão? Será que pagarão as dívidas que ainda não paguei?
A Ayda disse que ela quer mais é viver. Uai, eu também! Aliás, estamos todos vivendo, bem ou mal. O que ela quis dizer é que quer aproveitar o melhor que a vida tem a oferecer. Só que isso é o que menos se faz. Todos nós, Nenhum de nós. Talvez alguns poucos de nós.
Estou tentando encontrar um sentido para a vida, algo a que me prender. Não quero morrer agora, longe disso. Só estou tentando encontrar uma forma de fazer com que a minha existência não seja vã. Quero deixar algo, escrever um livro, ter filhos e poder vê-los crescer. Acreditar que não estou fazendo nada para que isso aconteça me entristece.
Se pensar um pouco, desisto da eternidade: não há motivos para buscá-la. Mais vale deixar boas lembranças no coração das pessoas que me cercam. Para que servirá o status, a fama, o dinheiro, se isso não me permitirá mais anos de vida? E ainda existe o outro lado da moeda, no qual esse tipo de vida traz consigo novos “problemas”. É por essas e outras que não devo me apegar a ideais alheios ou a amores vazios e congêneres.

domingo, 18 de março de 2007

O Casamento do Seu Madruga com a Bruxa do 71

Este aqui vai prá todos que passaram suas tardes na frente de uma TV assistindo a uma das séries mais longevas de todos os tempos, no quesito exibição. Este episódio tem aproximadamente 25 anos e até hoje não foi exibido por aqui. É também uma chance de assistir um episódio com o áudio original. Repare como a voz da Dona Clotilde é quase igual a da versão brasileira. A série ainda é transmitida, portanto há esperança de vê-la na TV aberta. Desfrutem.


O Rangel é o meu primeiro leitor!! É bem capaz e ele ser o único. Mal comecei por aqui e já estou animado desse jeito, hein? Mas quem sabe ele goste e faça uma publicidade prá mim, dizendo para as pessoas o que eu escrevo e o que penso, aí o negócio se espalha como uma praga...ops, a comparação não é muito boa. Vamos esperar e ver o que rola, né? Valeu Rangel!

sábado, 17 de março de 2007

Me beija a boca logo...

-Você leu?
-Li.
-Então deve ter detestado, pois não disse palavra.
-Pelo contrário. Achei linda.
-Acho que vou escrever outra. Não fui claro o suficiente. O que você acha?
-Escreva.
-Sério?
-Não, escreve mesmo.
-Será que ela vai gostar?
-Bom, se ela gostou da primeira, as chances dela gostar da segunda são grandes. É claro, se você não escrever nenhuma besteira...
-É, vou seguir seu conselho.


"Querida moça, devo dizer que realmente não esperava a sua reação. Pensei que fosse me xingar ou qualquer coisa parecida mas não foi isso o que aconteceu. Se você não gostou, pelo menos não odiou e isso conta pontos a meu favor. Há chances de aquele sonho deixar de ser um sonho.
Confesso que escrever estas cartas me faz sentir como um adolescente, como se um improvável relacionamento entre nós tivesse que ser escondido. Parece que estou me preparando para conversar com seus pais, enfrenta-los e dizer, de peito aberto:
-Quero namorar sua filha!
Estranho não é? Continuo curioso para saber o que virá. Fico ansioso ainda mais por não nos vermos todos os dias, querendo te olhar e ver sua reação às minhas palavras.
Sabe o que eu mais queria agora? Te beijar a boca. Beijos de língua, molhados, demorados. Beijos deliciosos, enfim... preciso me conter, caso contrário começarei a dizer obscenidades aqui e como não sei se devo dize-las ou não, primo pela boa educação, calando-me. E o jogo continua: o que você estará achando disso tudo? Engraçado? Divertido? Levando a sério? As coisas mudaram. Mais do que eu esperava. Lentamente o sonho começa a ganhar contornos reais.... "


-Ela disse que achou a primeira carta linda, porém não disse o que será. É o popular “e....?” O que é que vem depois?
-Uai, só mesmo falando com ela prá saber.
-Se ela estivesse na minha frente, aqui, agora, eu a beijaria!
-Ah, duvido!
-Juro! Diria assim: "Quero muito ficar com você e está difícil resistir à tentação de te ver e não fazer nada. Desculpe..." Nesse momento, eu a beijaria.

Sonhos são para serem vividos

Sonhei, é verdade. E, apesar de ter sido com você, não queria ter sonhado. Mas será que é possível controlarmos nossos sonhos? É possível dizer: “não quero isso na minha cabeça?” Não acredito nisso. Se sonhei, foi com alguma razão. A forma como nos beijávamos sugeria uma intimidade muito grande, não só dos lábios, mas também dos corpos, que se encaixavam com grande precisão. Era como se fosse uma lembrança de uma vida anterior, de tão vívida e gostosa... Não posso negar que desde que sonhei passei a prestar mais atenção em você, em seu sorriso, seus gestos e atitudes. E ainda continuo. Não que eu não prestasse atenção antes, ela apenas se exacerbou. Quando te contei um pouco do que havia sonhado me lembrei do dia em que você perguntou se eu gostaria de me casar contigo, lembra? Pode até ter sido de brincadeira mas isso, associado ao sonho, elevou meus desejos a níveis estratosféricos e me fez pensar sobre quais eram as suas reais intenções ao dizer aquilo pois não acredito que você saia por aí falando que quer se casar com qualquer um. Não combina com você.
Enquanto escrevo estas linhas penso em todas as possibilidades que podem surgir de fatos como esse. É um jogo muito interessante ficar imaginando o que pode acontecer entre nós daqui para frente. Consigo aventar inúmeras variáveis. Por exemplo, você me dizer: “ah, menino, pára de sonhar e me beija logo”, ou então “ tá, vou pensar no seu caso” e ainda (uma das piores, com certeza) “pode continuar só sonhando...sem chance, eu sequer beijaria alguém como você, quem dirá o resto”. Mas é claro que há outras tantas, boas ou ruins, que não caberiam aqui. Se eu soubesse o que vai pela sua cabeça, não teria a menor graça escrever este texto e te colocar a par do que vai na minha. Independente do que há aí dentro, fico feliz se você leu até aqui. Foi uma das formas que encontrei para dizer o que penso, já que me considero melhor escrevendo do que falando. E é até melhor assim, pois dependendo das circunstâncias poderia não resistir e tentar te beijar... E se você me afastasse que pena, ao menos tentei e descobri que, entre nós, sonhos são apenas sonhos e nada mais.